Felicidade Roubada – resenha do livro

Sobre o livro:

blog_felicidaderoubadaDr. Alan é um neurocirurgião renomado e admirado por seu incrível talento e conhecimento na área. Vive em função do hospital, das aulas, palestras e conferências internacionais que ministra. Coloca seu trabalho em primeiro plano, diminui colegas e residentes, zomba da psicologia e psiquiatria como formas de “ciência do cérebro”. Não tem tempo para sua filha de 6 anos, Lucila, ou para sua atual esposa, Claudia.

Alan de Alcantara se vê no topo do mundo quando, no meio de uma cirurgia, tem uma crise de pânico e precisa abandonar o centro cirúrgico acreditando sofrer um enfarto. Após saber que não havia nada de errado com seu coração e sim com sua mente, o doutor, que não acredita em distúrbios psicológicos, começa uma batalha/jornada rumo a cura.

minha opinião

Este foi o primeiro livro de Augusto Cury que li, por indicação do clube do livro que faço parte. Sinceramente, não gostei do estilo do autor, principalmente da construção dos diálogos. “Papai, tenho medo de o perder”, disse Lucila, a filha de 6 anos do médico.  Alguém conhece uma criança que fale assim? Eu certamente não. Peguei birra com os diálogos e revirava os olhos a cada vez que lia algo que soasse a roteiro de “Malhação”.

A primeira metade do livro é de apresentação dos personagens e conta como Alan chega ao fundo do poço. Após essa parte, o texto fica mais interessante, pois é sobre as discussões de Alan com seu psiquiatra. Os diálogos estranhos somem, e o livro toma uma forma de auto-ajuda mais “técnico”, com explicações detalhadas (e um pouco repetitivas) sobre o funcionamento da mente, como as doenças psíquicas podem aparecer e o que fazer para livrar-se dela, ou pelo menos, controlar as crises.

No fim das contas, gostei do livro. O recomendaria a quem tivesse interesse sobre o tema, mas com o alerta para que não o leia esperando um romance, e sim um livro técnico romanceado.

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Se eu ficar- Crítica do livro

blog_seeuficarSobre a história

O livro mal começa e já nos vemos no meio de um acidente de carro com gente deformada, cortada e com sangue para todos os lados. Mia, a personagem principal sai de seu corpo após o acidente e consegue ver a cena: seus pais de um lado, sem vida, e ela e seu irmão sendo socorridos por paramédicos na beira da estrada. Mia então vai para o hospital, acompanhando seu corpo, e lá percebe que tem uma grande decisão a tomar: se vai ficar junto aos vivos ou se vai se unir a sua família.

Até agora não dei nenhum grande spoiler, já que esse drama todo acontece nas primeiras páginas do livro.O enredo é em flashbacks, então ficamos indo e voltando ao passado de Mia, de sua família e de sua história de amor com o namorado Adam.

sobre a música

A música envolve todos os persongens do livro. O pai tinha uma banda de rock e a mãe é grande fã de rock clássico, o irmão pequeno também já se aventura na música e o jovem casal Mia & Adam tem a música como uma grande paixão em comum. Adam tem uma banda de rock que está começando a fazer sucesso, e Mia é uma talentosa violoncelista que tem paixão por música clássica.

Eu percebi a música como parte de um triângulo amoroso junto a Mia e Adam. As vezes ela unia e apaixonava o casal, e as vezes o separava causando conflitos e ciúmes.

minha opinião

Gostei muito do estilo da autora, Gayle Forman, mas achei o livro um tanto morno. Há um clímax na história, que é o acidente, e depois tudo gira em torno da decisão de Mia. Não há muito conflito ou surpresa no percurso, sabe?

A leitura é fácil,há uma boa história de amor, uma grande dose de drama (confesso que caiu uma mini lágrima em uma cena no hospital) e um final satisfatório, mesmo sendo uma série. A única coisa que me incomodou bastante foi o fato de TODOS os personagens saberem que é o paciente (em coma) que decide se vai acordar ou não. Sério, todo mundo que ia visitar a Mia falava para ela sobre a importância dessa decisão, que ela deveria lutar, que deveria ficar tranquila para decidir ‘ficar’.

Só eu que não tenho certeza que essa é uma decisão que cabe ao doente? Só eu que não tenho certeza que uma pessoa em coma está ouvindo o que todos falam ao seu redor? Porque todo mundo do livro age como se isso fosse um fato científico dos mais comprovados.

Por fim, acho que leria outras obras da autora, mas com certeza daria uma atenção especial às resenhas para saber o teor de drama da história.