Leituras de Fevereiro 2016

Era pra ser um vídeo rápido sobre os livros que li no mês passado, mas falei tanto que acabou virando um curta-metragem com 4 resenhas literárias.  (isso porque eu editei muito! No original era um longa metragem)

Chega de enrolação e vamos ao vídeo. Quem gostar desse tipo de conteúdo me avisa que eu posso fazer mais posts assim. Ou não. Eu não sou muito disciplinada nas postagens, né? É a vida.

Bj!

Livros citados:
A Civilização do Espetáculo- Mario Vargas Llosa
After 1 e 2 – Anna Todd
O Velho e o Mar – Ernest Hemingway
Mulheres- Charles Bukowski

A Febre, de Megan Abbot- Resenha do Livro

Sabe quando você começa a ver um filme na TV e já no início percebe que ele tem um jeito de filme ruim? Mas aí uma hora se passa e você se pega ainda assistindo o bendito… e meia hora depois você percebe que o filme realmente é ruim, mas já que você passou tanto tempo assistindo ele, agora precisa saber o final dessa história? Pois bem, foi assim que me senti lendo ‘A Febre’, da autora Megan Abbot.

O suspense

Terminei de ler um ótimo livro de suspense ( Não Conte a Ninguém, de Harlam Coben) e decidi me aventurar em outra história do gênero. Fui influenciada pelo ótimo trabalho da equipe do marketing da editora Intrínseca e decidi conferir o tal do zunzunzum sobre ‘A Febre’.
A apresentação da história é interessante: uma adolescente surta e convulsiona na escola e alguns dias depois, o mesmo acontece com muitas de suas colegas, e ninguém parece saber o que vem causando esses sintomas estranhos. Um bom enredo para se criar um suspense policial ou mesmo sobrenatural, não é?

Não.

A-febreA autora apresenta muitas histórias paralelas de muitos personagens que pouco (ou nada) tem a ver com o mistério principal. Me senti ‘enrolada’ enquanto leitora. O livro se arrastou enquanto eu descobria coisas pouco interessantes sobre um monte de gente e aquela vontade de devorar os capítulos para poder descobrir o ‘assassino’/ vilão/ causa dos surtos foi passando… chegou uma hora que decidi terminar o livro só porque, como dito no começo desse texto, já tinha lido 70% da história, questão de honra saber o final.

O final

O final não é nada demais. Não que eu, enquanto detetive experiente de livros de suspense, já o tivesse previsto. Não o previ. Não previ aquele final mesmo, mas isso não significa que tenha sido um bom final.

Li em outras resenhas que o livro deixa muitas lacunas. Isso parece ser reclamação de leitor imaturo que não sabe lidar com perguntas sem respostas deixadas pelo autor. Whatever ! Essas lacunas também me incomodaram muito! Você passa 200 páginas tentando entender um problema e no final a autora te dá uma explicação que apenas tangencia um resposta. Achei fraco. O final só se salvou por ter sido baseado em uma história real, e alguns ‘fatos reais’ tem explicações ‘meia-boca’ mesmo.

Obs:


Ah sim, já ia me esquecendo. Por se tratar de uma história passada numa escola, há alguns dramas típicos de adolescentes (amizade, sexo, drogas) que talvez possam interessar os leitores de 14 anos, o que não é o meu caso.

Se eu ficar- Crítica do livro

blog_seeuficarSobre a história

O livro mal começa e já nos vemos no meio de um acidente de carro com gente deformada, cortada e com sangue para todos os lados. Mia, a personagem principal sai de seu corpo após o acidente e consegue ver a cena: seus pais de um lado, sem vida, e ela e seu irmão sendo socorridos por paramédicos na beira da estrada. Mia então vai para o hospital, acompanhando seu corpo, e lá percebe que tem uma grande decisão a tomar: se vai ficar junto aos vivos ou se vai se unir a sua família.

Até agora não dei nenhum grande spoiler, já que esse drama todo acontece nas primeiras páginas do livro.O enredo é em flashbacks, então ficamos indo e voltando ao passado de Mia, de sua família e de sua história de amor com o namorado Adam.

sobre a música

A música envolve todos os persongens do livro. O pai tinha uma banda de rock e a mãe é grande fã de rock clássico, o irmão pequeno também já se aventura na música e o jovem casal Mia & Adam tem a música como uma grande paixão em comum. Adam tem uma banda de rock que está começando a fazer sucesso, e Mia é uma talentosa violoncelista que tem paixão por música clássica.

Eu percebi a música como parte de um triângulo amoroso junto a Mia e Adam. As vezes ela unia e apaixonava o casal, e as vezes o separava causando conflitos e ciúmes.

minha opinião

Gostei muito do estilo da autora, Gayle Forman, mas achei o livro um tanto morno. Há um clímax na história, que é o acidente, e depois tudo gira em torno da decisão de Mia. Não há muito conflito ou surpresa no percurso, sabe?

A leitura é fácil,há uma boa história de amor, uma grande dose de drama (confesso que caiu uma mini lágrima em uma cena no hospital) e um final satisfatório, mesmo sendo uma série. A única coisa que me incomodou bastante foi o fato de TODOS os personagens saberem que é o paciente (em coma) que decide se vai acordar ou não. Sério, todo mundo que ia visitar a Mia falava para ela sobre a importância dessa decisão, que ela deveria lutar, que deveria ficar tranquila para decidir ‘ficar’.

Só eu que não tenho certeza que essa é uma decisão que cabe ao doente? Só eu que não tenho certeza que uma pessoa em coma está ouvindo o que todos falam ao seu redor? Porque todo mundo do livro age como se isso fosse um fato científico dos mais comprovados.

Por fim, acho que leria outras obras da autora, mas com certeza daria uma atenção especial às resenhas para saber o teor de drama da história.