Sangue, suor e lágrimas.doc

Minha última publicação por aqui foi em 2017 e isso tem um claro porquê chamado MESTRADO.

Ingressei no programa de Pós-Graduação em Literatura Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio em março de 2017 e defendi minha dissertação em abril de 2019. Neste tempo, estudei muito, li muito, escrevi muito, surtei muito (beijo pra minha terapeuta!) e as postagens daqui não estavam nem entre os dez primeiros itens da lista de prioridades.

Agora, pós-ressaca da defesa, senti vontade de escrever de novo sobre o tema de minha dissertação. Acho que imbuída pelo espírito da Bienal do Livro, evento que reúne as turmas do mercado editorial, da pesquisa, da criação de conteúdo e da leitura aficcionada, e que sempre foi como um porto seguro para mim, lembrei da minha motivação para pesquisar este tema que me é tão caro: o BOOKTUBE.

Minha pesquisa foi realizada entre 2017 e início de 2019. Muita coisa aconteceu nesse período, é claro, e o booktube pareceu ter amadurecido alguns aspectos e abandonado tantos outros. Acho que todo pesquisador que se aventura a analisar o contemporâneo deve se sentir atirando uma flecha de um trem em movimento, mas tenho orgulho de não ter me proposto a acertar o centro do alvo, mas em entender o caminho traçado pela flecha.

O youtube mudou bastante nos últimos anos, muita gente migrou para o instagram e para os podcasts, mas ainda vejo que a principal tendência de comportamento, a “partilha de experiências de leitura” se mantém firme no nosso mundo hiperconectado pela redes sociais. (aquele spoiler bem bacana da conclusão da pesquisa).

Ao longo do caminho, encontrei muita gente incrível e com vontade de entender este fenômeno, mas era no momento da TRETA que ficava mais clara a força do coletivo.
– Se você, em algum momento, achar que a comunidade de leitores anda apática e pouco produtiva na internet, experimente falar uma asneira (se for com o véu de rigor acadêmico, melhor ainda) e sinta uma onda de 5 metros de altura estourar na sua cabeça.- 

Numa dessa ondas conheci pesquisadores do tema em diversos níveis (graduação, mestrado e doutorado) e universidades (UFC, UFPA, UFRJ, UNIRIO…) e vimos como ainda é difícil reunir material sobre esse objeto contemporâneo. Então, sem vaidades acadêmicas ou competitividade, começamos a trocar arquivos com artigos científicos, pesquisas, links para eventos e reportagens e tudo o que era possível para ajudar a construir uma bibliografia em conjunto. Minha gente, como isso fez diferença. Os conceitos de ‘inteligência coletiva’ e ‘partilha de leitura’ estavam ali, postos não só como objeto de pesquisa, mas também no próprio fazer da pesquisa. Algo em metalinguagem prática que era de uma beleza sem fim e que trazia um acalento nos momentos mais duros da escrita (e quem já escreveu uma dissertação sabe que não são poucos).2018-11-22 (1).png

Agora (no momento pós-ressaca, reforço) paro para refletir e agradecer a ajuda de todos.
Agradeço aos colegas pesquisadores, aos amigos booktubers (sempre disponíveis a me passar as informações), à turma reflexiva do mercado (Mabi e Lameira <3) e até aos letrados desinformados geradores de treta.
Como contribuição, deixo aqui abaixo o texto integral da minha pesquisa.

Aos que começaram nessa jornada de pesquisa sobre o Booktube agora: boa sorte, aproveite a jornada, faça terapia, conte com seus pares, não se deixe cegar pelos holofotes e dê atenção a metodologia.

 

Grande abraço,
nos vemos na Bienal.

Dissertação Ana Carolina Barbosa Carpintéro (final)

ps: eu queria deixar o link da plataforma Capes, mas o arquivo ainda não foi indexado por lá.

 

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